Jenifer Carina alerta para limites dos prints na comprovação de conteúdo digital
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FENALAW 2026

Jenifer Carina alerta para limites dos prints na comprovação de conteúdo digital

Representante da Data Certify destaca riscos de manipulação; legislação admite capturas e reproduções, mas sua autenticidade pode ser questionada.

Jenifer Carina alerta para limites dos prints na comprovação de conteúdo digital

A possibilidade de manipulação e a dificuldade de demonstrar a origem de uma informação exigem cuidado na coleta de provas digitais, segundo Jenifer Carina, da Data Certify. Em entrevista à Lawletter durante a FENALAW 2026, em São Paulo, ela questionou a confiabilidade de capturas de tela isoladas.

“Eu posso manipular antes, depois ou durante a apresentação dessa informação.”

Jenifer Carina, da Data Certify

Na avaliação da entrevistada, a captura, por si só, não oferece garantias suficientes sobre autoria, origem e autenticidade do conteúdo. Por isso, ela defendeu procedimentos adequados de coleta e preservação.

Print pode ser utilizado como prova?

A crítica não significa que toda captura de tela seja juridicamente inválida. No processo civil, o artigo 422 do Código de Processo Civil reconhece a aptidão probatória de reproduções e estende suas regras à forma impressa de mensagens eletrônicas.

Para fotografias digitais ou extraídas da internet, o dispositivo prevê autenticação eletrônica ou perícia quando houver impugnação. Assim, a análise envolve a confiabilidade do material e as circunstâncias em que foi apresentado.

Cuidados com a integridade

Na esfera penal, o Superior Tribunal de Justiça tem destacado a necessidade de salvaguardas para demonstrar a autenticidade e a integridade de dados digitais utilizados pela acusação.

Em julgamento de fevereiro de 2026 envolvendo capturas de mensagens e imagens de videomonitoramento, a Sexta Turma tratou da necessidade de perícia complementar para confirmar a fidelidade dos elementos apresentados.

O ponto central é permitir a verificação do conteúdo e de sua preservação, sem transformar uma ferramenta comercial específica em requisito universal de validade.

Assista à entrevista com Jenifer Carina na cobertura da Lawletter na FENALAW 2026.

Assista à entrevista com Jenifer Carina no Instagram.
Redação Lawletter
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Equipe editorial responsável pela apuração, produção e publicação de notícias, análises e conteúdos sobre os principais acontecimentos do Direito no Brasil.

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