Advocacia precisa ser encarada como negócio, diz André Coura
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Advocacia precisa ser encarada como negócio, diz André Coura

Consultor jurídico afirmou que escritórios precisam definir modelo de negócio e tomar decisões de gestão sem abandonar as limitações éticas próprias da profissão.

Advocacia precisa ser encarada como negócio, diz André Coura

A advocacia precisa ser compreendida também como um negócio e administrada a partir dessa realidade. A tese foi defendida pelo consultor jurídico André Coura durante o Além do Direito, evento de dois anos da Lawletter.

Coura afirmou considerar anacrônica a ideia de que um escritório não possa ser analisado sob uma perspectiva empresarial apenas porque a atividade jurídica está submetida a limitações éticas e disciplinares.

“A advocacia precisa ser pensada e encarada como um negócio. Essa é a premissa elementar”

André Coura, consultor jurídico

Regras éticas não afastam necessidade de gestão

Durante a exposição, Coura fez questão de afirmar que sua posição não representa oposição às normas que regulam a advocacia.

O argumento apresentado é que, independentemente dessas limitações, um escritório organiza recursos humanos, intelectuais, físicos e intangíveis, oferece serviços e recebe uma contraprestação financeira.

“É muito anacronismo nós imaginarmos que, em 2026, a advocacia não constitua uma empresa, não constitua um negócio”

André Coura, consultor jurídico

A consequência, segundo ele, é que a atividade não pode mais ser administrada segundo os mesmos padrões utilizados décadas atrás.

Escala ou boutique

A partir dessa premissa, Coura apresentou dois modelos que, em sua visão, concentram as principais possibilidades de estruturação de um escritório: a advocacia de escala e a advocacia boutique.

Na primeira, o negócio depende de maior volume de contratações, normalmente com preços unitários menores e maior necessidade de replicabilidade.

Na segunda, há menor volume de clientes e contratos, mas maior complexidade, personalização e valor por contratação.

Coura ressaltou que não considera um modelo superior ao outro.

Escolha interfere em todo o escritório

A definição, porém, produz consequências em praticamente todas as áreas da gestão.

“Gestão financeira é diferente para cada qual modelo, a gestão de marketing é diferente, a prospecção é diferente, a contratação é diferente, a precificação é diferente”

André Coura, consultor jurídico

Equipe, custo operacional e estrutura física também podem variar de acordo com a escolha.

Para o consultor, essa decisão deve anteceder boa parte das demais escolhas administrativas.

“Antes de qualquer outra coisa, você precisa definir a identidade do seu negócio”

André Coura, consultor jurídico

Para conferir a fala completa de André Coura no evento Além do Direito, adquira a gravação completa do evento

Redação LawLetter
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Equipe editorial responsável pela apuração, produção e publicação de notícias, análises e conteúdos sobre os principais acontecimentos do Direito no Brasil.

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