Créditos da imagem: Reprodução/STF
A Polícia Federal realizou nesta terça-feira (26) a oitava fase da Operação Compliance Zero, cumprindo mandados de busca e apreensão na residência do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro e de ex-dirigentes da RioPrevidência, autarquia responsável pela gestão e pelo pagamento das aposentadorias e pensões dos servidores públicos estaduais. A ordem foi expedida pelo ministro André Mendonça, a pedido da PF, no âmbito da PET 15676.
O esquema investigado
Os investigados são suspeitos de envolvimento em esquema de aporte de recursos da RioPrevidência para a compra de produtos financeiros do Banco Master. Segundo a investigação, Castro teria atuado politicamente para viabilizar os investimentos e influenciado a nomeação de dirigentes para cargos estratégicos na autarquia, como a presidência, a diretoria e a gerência de investimentos.
A PF apontou proximidade pessoal entre Castro e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, com encontros registrados antes da troca no comando da RioPrevidência. A mudança de gestão estaria sincronizada com investimentos de alto risco realizados no banco com recursos do fundo previdenciário, em desacordo com a política de investimentos e com normas regulatórias, mas alinhados aos interesses do banco.
Os autos indicam ainda que as aplicações continuaram mesmo após alertas de órgãos de controle e pareceres técnicos que classificaram as operações como “temerárias e desprovidas de justificativa técnica”.
O volume investigado
A representação da PF, ratificada pela PGR, apontou indícios de que a relação entre Castro e Vorcaro teria ultrapassado o âmbito institucional, envolvendo tratativas ilícitas para viabilizar a captação de aproximadamente R$ 3,7 bilhões em investimentos no Banco Master, entre fundos e letras financeiras.
A operação também alcança as empresas Mídias Promotora Ltda. e Planner Corretora de Valores S.A., apontadas como intermediadoras das tratativas entre o governo do RJ, o Banco Master e a RioPrevidência.
PET 15676
Fonte: STF