CORRUPÇÃO POLICIAL
Gaeco afasta 42 policiais militares por esquema de propina em rodovias do Paraná
Agentes são investigados por exigir vantagens indevidas a motoristas e empresas de transporte, utilizando Pix e rede Wi-Fi do batalhão para viabilizar os pagamentos.
Quarenta e dois policiais militares do Paraná, vinculados majoritariamente ao Batalhão da Polícia Rodoviária (PRE), foram afastados de suas funções operacionais por suspeita de participação em esquemas de corrupção. A medida é desdobramento de investigações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que apura a cobrança de propinas em rodovias estaduais nas regiões dos Campos Gerais e no centro do estado.
As irregularidades estão sendo investigadas sob duas frentes principais, as operações Via Pix e Rota 466. Conforme o material apurado, o esquema contava com uma estrutura para viabilizar o recebimento dos valores ilícitos: quando motoristas alegavam não possuir dinheiro em espécie, os agentes disponibilizavam o sinal de Wi-Fi do próprio batalhão para que o pagamento fosse realizado via Pix, mediante leitura de QR code.
A terceira fase da Operação Rota 466, deflagrada na quinta-feira (8), cumpriu mandados de busca e apreensão contra 15 policiais e outros quatro suspeitos. Com o afastamento, os agentes investigados passaram a exercer exclusivamente atividades administrativas e tiveram o armamento, tanto funcional quanto particular, recolhido pela corporação. Ao todo, o Gaeco investiga ao menos 50 integrantes da Polícia Militar (PM). Questionado sobre a situação dos oito policiais restantes, o Ministério Público do Paraná (MP-PR) informou que o afastamento foi considerado desproporcional neste momento, mas que a necessidade da medida será reavaliada conforme o avanço das apurações.
As investigações apontam que a fiscalização de trânsito era utilizada para a obtenção de vantagens indevidas, incluindo acordos financeiros fixos com empresas de transporte em troca da isenção de fiscalizações, fraudes em Boletins de Acidente de Trânsito Eletrônico Unificado (Bateu) e direcionamento de serviços de guincho. O esquema contava com mecanismos de lavagem de ativos, envolvendo contas de familiares de agentes e empresas como intermediárias.
Em nota, a Polícia Militar do Paraná afirmou que atuou em conjunto com o Gaeco por meio de sua Corregedoria. A corporação declarou compromisso com a legalidade e a moralidade, reforçando que busca a apuração e punição de condutas indevidas. Durante as ações recentes, uma pessoa foi presa por posse irregular de arma de fogo e foram apreendidos eletrônicos e documentos para análise.
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Fonte / Créditos
Fonte: G1, "42 policiais do PR são afastados por esquemas de cobrança de propina em rodovias que ofereciam wi-fi de batalhão para pagamento por pix", publicada em 09/10/2026.
https://g1.globo.com/pr/campos-gerais-sul/noticia/2026/10/09/policiais-parana-afastados-esquemas-cobranca-propina-rodovias.ghtml
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