Rioprevidência: PGE-RJ aciona gestoras do Grupo Master
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PGE-RJ aciona Master Corretora e gestoras por perda de R$ 641,4 milhões do Rioprevidência

A Procuradoria do Rio protocolou três ações em 16 de julho contra a Master Corretora e gestoras de fundos. A perda alegada ao Rioprevidência é de R$ 641,4 milhões. Não há decisão.

Por Redação LawLetter 17/07/2026 12:00
Fachada de agência do Banco Master, grupo em liquidação extrajudicial cujos fundos são alvo das ações da PGE-RJ
Créditos da imagem: Rovena Rosa/Agência Brasil

A Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro protocolou, em 16 de julho, três ações judiciais contra a Master Corretora e gestoras de fundos de investimento para apurar perdas do Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro, o Rioprevidência. Os recursos públicos envolvidos somam R$ 641,4 milhões, aplicados em fundos administrados pelo conglomerado, hoje em liquidação extrajudicial. As ações se concentram em aportes feitos em dois fundos ligados ao Grupo Master, o Revolution e o Texas I FIA. Trata-se de petições iniciais, sem decisão até agora.

O que a Procuradoria pede

As medidas cautelares miram R$ 616,6 milhões, considerando o montante investido no Revolution, de R$ 481,4 milhões, e a perda apontada no Texas I FIA, de R$ 135,1 milhões. A PGE pede bloqueio de ativos pelo Sisbajud e indisponibilidade de imóveis, veículos, ações, marcas, embarcações, aeronaves e criptomoedas dos réus.

A tese sobre o Texas I FIA

Para a Procuradoria, a perda no Texas I FIA está diretamente relacionada a uma compra coordenada envolvendo ações da Ambipar. A PGE aponta que, entre julho e agosto de 2024, a gestora Trustee DTVM teria comprado os papéis de forma maciça por meio de fundos, inflando o preço artificialmente. A Trustee DTVM é descrita como empresa ligada à Operação Carbono Oculto, que apura lavagem de dinheiro. A Ambipar não está entre as empresas acionadas.

Na petição, os procuradores afirmam que o Rioprevidência foi vítima de uma armadilha arquitetada pela administração e pela gestão do fundo, que teria vendido ao ente público cotas lastreadas em uma ação sem fundamento. A PGE registra ainda que o fundo ficou desenquadrado das regras da Comissão de Valores Mobiliários em novembro de 2025, com 31% do patrimônio em ações, abaixo dos 67% exigidos de fundos de ações.

A tese sobre o Revolution

No Revolution, a Procuradoria sustenta que a Acura votou favoravelmente, em nome do fundo, a alterações no regulamento de um fundo investido, o FIDC Eicon, que prejudicaram os cotistas. Entre eles está o Rioprevidência, detentor de 10,7% do fundo. As mudanças incluíram renúncia a direitos de voto e aumento de 48 meses no prazo de amortização do investimento.

Fonte: Agência Brasil.

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Equipe editorial responsável pela apuração, produção e publicação de notícias, análises e conteúdos sobre os principais acontecimentos do Direito no Brasil.

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