COMBATE À CORRUPÇÃO
MPMG deflagra terceira fase da Operação Cavalo de Troia em Laranjal e Muriaé
Ação visa apurar fraudes licitatórias na Administração Pública e desvios de recursos que comprometem a saúde municipal.
A terceira fase da Operação Cavalo de Troia foi deflagrada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) em 09 de setembro de 2026, com o objetivo de desmantelar esquemas de fraudes em licitações e irregularidades na Administração Pública. A ação, que ocorreu nos municípios de Laranjal e Muriaé, na Zona da Mata, visou proteger o erário e a qualidade dos serviços prestados à população após a identificação de um possível conluio entre empresas e agentes públicos.
A investigação teve origem na Promotoria de Justiça de Muriaé, que detectou uma atuação suspeita de empresas de Além Paraíba em processos licitatórios de Laranjal. As apurações revelaram a apresentação de atestados de capacidade técnica com informações falsas e a alteração estratégica de atividades econômicas (CNAE) pouco antes dos certames, indicando acesso privilegiado a informações. Um dos casos envolve a gestão do Hospital Municipal de Laranjal, serviço essencial que pode ter sido prejudicado pela precarização gerada pelo esquema.
O sistema fraudulento, conforme apontado pelo MPMG, incluía a criação de sedes fictícias e o compartilhamento de atestados entre empresas cujos sócios possuem vínculo afetivo. Além disso, foram identificados indícios de superfaturamento e a emissão de notas fiscais por produtos que, possivelmente, nunca chegaram ao destino final, lesando diretamente a Prefeitura de Laranjal.
A investigação aprofundada revelou ainda movimentações financeiras suspeitas envolvendo três servidores públicos da Prefeitura de Laranjal — um assessor jurídico, um responsável pelos processos licitatórios e um secretário municipal — e seus familiares. O MPMG cumpriu seis mandados de busca e apreensão com apoio da Polícia Militar de Minas Gerais, sendo quatro em Laranjal e dois em Muriaé, para angariar novas provas.
Esta etapa dá continuidade às ações iniciadas em abril de 2026 e julho de 2026. A investigação segue em curso, sob sigilo, para determinar a extensão exata dos desvios. Se confirmadas as suspeitas, os envolvidos poderão responder por crimes de fraude à licitação, associação criminosa e lavagem de capitais.
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