FENALAW 2026
Jurídico público pode alcançar agilidade do privado com inovação, avalia diretor do BNDES
Walter Baère Filho defende senso crítico na adoção da IA e associa a transformação tecnológica à qualidade do serviço jurídico.
O jurídico público pode ser tão ágil quanto o privado se incorporar tecnologia e inovação, na avaliação de Walter Baère Filho, diretor jurídico do BNDES. Em entrevista à Lawletter durante a FENALAW 2026, em São Paulo, ele destacou a necessidade de preparar a instituição para o uso responsável da inteligência artificial.
Para Baère Filho, a transformação depende de desenvolver capacidade crítica dentro da organização, além de adotar ferramentas.
Inovação na atuação jurídica
O diretor relacionou esse desafio ao papel do próprio banco no financiamento da inovação. “Nós temos uma obrigação qualificada de sermos um jurídico inovador.”
Em divulgação institucional de fevereiro de 2026, o BNDES informou ter aprovado R$ 4,7 bilhões em crédito e participação acionária para inteligência artificial desde 2023. O dado se refere a recursos aprovados, não necessariamente desembolsados.
Na entrevista, Baère Filho apontou como expectativa que a IA amplie a produtividade dos advogados e contribua para serviços mais eficientes e menos custosos à sociedade.
Uso responsável e valores humanos
Ao tratar dos limites da tecnologia em um banco público, o diretor enfatizou a importância de colocar as pessoas e os valores sociais no centro das decisões.
Sua defesa da inovação está associada ao desenvolvimento de uma atuação jurídica capaz de utilizar a tecnologia com senso crítico e responsabilidade. Os ganhos mencionados foram apresentados como expectativas, sem indicadores de resultados do departamento jurídico.
Assista à entrevista com Walter Baère Filho na cobertura da Lawletter na FENALAW 2026.
Assista à entrevista com Walter Baère Filho no Instagram.
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