JPGM: a nova geração que une técnica e estratégia
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MERCADO JURÍDICO

JPGM Advocacia: como uma nova geração do Direito está transformando técnica em estratégia e proximidade em diferencial

À frente da JPGM, Juliana Machado defende uma advocacia que soma técnica, tecnologia e proximidade com o cliente, num mercado em que autoridade já não depende só de idade ou tempo de carreira.

Advogada em reunião com cliente no escritório, ilustrando a proposta da JPGM de unir técnica, tecnologia e proximidade
Créditos da imagem: Magnific

A advocacia brasileira atravessa uma transformação que vai muito além da incorporação de novas ferramentas tecnológicas aos escritórios. À medida que clientes chegam às bancas mais informados, exigentes e interessados em respostas rápidas e transparentes, o próprio papel do advogado começa a ser redesenhado.

É nesse cenário que a JPGM Advocacia vem construindo seu posicionamento. À frente do escritório, Juliana Machado aposta em um modelo que procura combinar profundidade técnica, estratégia e proximidade com o cliente, partindo de uma premissa que parece simples, mas representa uma mudança importante na relação entre advogado e contratante: compreender a pessoa e o contexto por trás da demanda jurídica.

Segundo Juliana, a criação da JPGM nasceu justamente do desejo de construir uma atuação pioneira e humanizada, capaz de compreender as dores e particularidades de cada cliente, em vez de oferecer respostas genéricas para problemas que, muitas vezes, possuem origens e consequências completamente diferentes.

A proposta é transformar conhecimento jurídico em solução estratégica.

Mais do que conhecer a lei, entender o cenário

A consolidação da JPGM ocorreu a partir da experiência prática com grandes clientes e teses complexas. Essa vivência contribuiu para formar uma visão de advocacia na qual a técnica permanece como fundamento, mas deixa de ser suficiente quando analisada isoladamente.

Para Juliana, um dos grandes desafios da advocacia brasileira contemporânea está justamente na capacidade de interpretar o ambiente em que o Direito está inserido.

O advogado precisa compreender não apenas o processo, mas também o cenário do Poder Judiciário, as transformações da sociedade e as expectativas de quem está do outro lado da relação profissional.

O objetivo, nesse contexto, é transformar cenários complexos em resultados positivos sem abrir mão da segurança técnica.

Essa mudança de perspectiva também altera a forma como o escritório se relaciona com seus clientes. Em vez de uma atuação limitada à resposta de uma demanda específica, ganha espaço uma relação baseada em compreensão, estratégia e construção de soluções personalizadas.

Tecnologia como aliada, não como substituta

A transformação digital também chegou ao cotidiano da advocacia. Para Juliana, a tecnologia já é uma aliada importante na gestão, organização e controle dos processos, especialmente em uma atividade na qual volume de informações e necessidade de acompanhamento constante podem representar desafios significativos.

Mas a incorporação de ferramentas tecnológicas não significa, para ela, substituir o elemento central da profissão.

A inteligência artificial pode aumentar a produtividade e auxiliar na operação, mas não substitui o pensamento crítico, a interpretação jurídica e a capacidade estratégica do advogado.

Essa distinção ganha relevância em um momento em que a inteligência artificial começa a ocupar cada vez mais espaço no mercado jurídico. Para escritórios que desejam incorporar tecnologia sem perder identidade, o desafio passa a ser encontrar o equilíbrio entre eficiência operacional e aquilo que permanece essencialmente humano na advocacia: análise, julgamento, estratégia e compreensão do cliente.

A nova geração diante de um mercado mais exigente

A discussão sobre tecnologia também se conecta a uma transformação geracional.

Para os jovens advogados, construir autoridade profissional em um mercado altamente competitivo exige mais do que um diploma e domínio da legislação. Na avaliação de Juliana, clientes empresariais buscam profissionais capazes de demonstrar conhecimento, postura e capacidade efetiva de entrega, independentemente da idade.

Isso significa que a autoridade precisa ser construída pela competência.

O desafio se torna ainda maior quando o advogado está diante de empresários que, embora não tenham conhecimento jurídico aprofundado, possuem ampla experiência sobre seus próprios negócios e esperam respostas objetivas para problemas que podem impactar diretamente suas operações.

Nesse ambiente, conhecer Direito é apenas uma parte da equação.

A advocacia que começa fora dos livros de Direito

Uma das recomendações de Juliana para profissionais em início de carreira é ampliar o repertório para além do universo jurídico.

Economia, política, acontecimentos internacionais e cultura passam a fazer parte da formação de um advogado que pretende atuar de maneira estratégica.

A leitura constante, nesse sentido, deixa de ser apenas uma ferramenta de atualização profissional e passa a funcionar como instrumento de construção de repertório.

A lógica é simples: quanto maior a capacidade de compreender diferentes contextos, maior também a capacidade de dialogar com diferentes perfis de clientes e compreender os impactos que determinadas decisões podem produzir sobre seus negócios.

É uma visão de advocacia que exige do profissional uma postura multidisciplinar.

Quando gênero e idade ainda são obstáculos

Se o mercado jurídico mudou, alguns desafios estruturais permanecem.

Durante a entrevista, Juliana também abordou os obstáculos enfrentados por mulheres jovens na advocacia, especialmente em reuniões, negociações e ambientes nos quais a autoridade profissional ainda pode ser associada à idade ou à experiência acumulada.

Para ela, conquistar espaço nesses ambientes exige uma combinação de competência técnica, preparo e consistência.

Não se trata apenas de ocupar uma posição, mas de construir autoridade suficiente para que a qualidade do trabalho se imponha sobre preconceitos.

A questão revela um paradoxo do mercado jurídico: ao mesmo tempo em que a nova advocacia valoriza inovação, capacidade de adaptação e novas competências, determinados ambientes ainda carregam percepções tradicionais sobre quem possui autoridade para ocupar determinados espaços.

O cliente também mudou

Outro elemento que influencia essa transformação é o comportamento do próprio cliente.

A tecnologia ampliou o acesso à informação e tornou a comunicação mais rápida. Hoje, clientes esperam acompanhar melhor seus casos, compreender os próximos passos e receber informações de maneira mais acessível.

Nesse contexto, transparência deixa de ser apenas uma característica desejável e passa a fazer parte da própria experiência de prestação do serviço jurídico.

Para Juliana, cabe ao advogado explicar com clareza os trâmites processuais e, principalmente, estabelecer expectativas reais sobre cada caso.

É uma mudança importante na relação profissional: o cliente não quer apenas saber que o advogado está trabalhando. Ele quer entender o que está acontecendo, quais são os caminhos possíveis e quais resultados podem realisticamente ser esperados.

O futuro da JPGM

O próximo capítulo da JPGM segue justamente nessa direção.

A estratégia do escritório passa pelo aprofundamento da especialização técnica e pela integração cada vez maior de ferramentas tecnológicas à prestação dos serviços, mas sem abandonar a personalização do atendimento.

A tecnologia deve tornar a operação mais eficiente. A especialização deve aumentar a capacidade técnica. E a compreensão individualizada do cliente deve orientar a aplicação dessas duas ferramentas.

É uma combinação que traduz uma mudança mais ampla pela qual passa a advocacia brasileira.

Em um mercado no qual o conhecimento jurídico está cada vez mais acessível e a tecnologia reduz parte das barreiras operacionais, o diferencial tende a estar menos na capacidade de simplesmente conhecer a lei e mais na habilidade de interpretar cenários, antecipar problemas, comunicar-se com clareza e transformar conhecimento em estratégia.

A trajetória da JPGM se insere nesse movimento.

Mais do que defender uma advocacia exclusivamente técnica ou exclusivamente tecnológica, o escritório aposta em uma terceira via: uma atuação em que conhecimento jurídico, visão de mundo, tecnologia e proximidade com o cliente trabalham juntos para construir soluções sob medida.

No fim, a transformação proposta por Juliana Machado parte de uma ideia central: em um mercado cada vez mais competitivo, a advocacia não se diferencia apenas pelo que sabe, mas pela capacidade de entender onde esse conhecimento pode gerar valor.

Redação LawLetter
Redação LawLetter

Equipe editorial responsável pela apuração, produção e publicação de notícias, análises e conteúdos sobre os principais acontecimentos do Direito no Brasil.

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