Faculdade ensina Direito, mas não a advogar, diz Samer Agi
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Faculdade ensina Direito, mas não ensina a advogar, diz Samer Agi

Advogado afirmou que formação jurídica tradicional não prepara profissionais para gestão de escritório, negociação com clientes, definição de metas e outras habilidades exigidas pelo mercado.

Faculdade ensina Direito, mas não ensina a advogar, diz Samer Agi

Saber Direito é importante, mas não é suficiente para exercer a advocacia em um mercado competitivo. A avaliação foi apresentada por Samer Agi durante o Além do Direito, evento de dois anos da Lawletter.

Segundo o advogado, palestrante e escritor, o profissional precisa diariamente convencer clientes, magistrados, tribunais e servidores, enquanto a graduação permanece concentrada predominantemente no conhecimento técnico das disciplinas jurídicas.

“A faculdade de Direito me formou para saber Direito, mas não para saber advogar”, afirmou ao apresentar a diferença entre conhecimento jurídico e exercício profissional.

Convencer faz parte da rotina

Samer afirmou que a advocacia é uma profissão permanentemente ligada ao convencimento.

O advogado precisa convencer alguém a contratá-lo, negociar o pagamento dos honorários, buscar andamento processual e defender sua tese diante do Judiciário.

Na visão apresentada, isso exige habilidades que ultrapassam o conhecimento das normas e dos precedentes.

O que a graduação não ensina

Entre as lacunas apontadas por Samer estão gestão e administração de escritório, liderança de pessoas, definição de metas, negociação com clientes, organização de horários e apresentação de propostas.

Segundo ele, a formação universitária oferece disciplinas como Direito Penal, Civil, Processual, Administrativo e Constitucional e, depois disso, o profissional precisa descobrir sozinho como atuar no mercado.

“A faculdade traz aulas de Direito Penal, Civil, Processo Penal, Processo Civil, Administrativo, Constitucional, e depois salve-se quem puder”

Samer Agi, advogado, palestrante, escritor e influenciador digital

O “mercado dos invisíveis”

Para Samer, uma consequência dessa dificuldade é a existência do que chamou de “mercado dos invisíveis”.

Ele descreveu profissionais que concluíram o curso, foram aprovados no exame da Ordem, mas não conseguiram construir reconhecimento suficiente para serem lembrados e contratados.

“Não é vista, não é lembrada, não é contratada”, afirmou ao descrever essa situação.

A saída, segundo ele, começa pela visibilidade.

Da invisibilidade ao reconhecimento

Samer afirmou que o primeiro passo para recuperar perspectivas dentro da profissão é fazer com que as pessoas reconheçam a existência e o trabalho daquele advogado.

Para isso, defendeu que aparecer não seja confundido com simplesmente chamar atenção.

A diferença precisa possuir relação com a atuação profissional e contribuir para a reputação que se pretende construir.

“Não basta aparecer, é preciso que haja uma pertinência, que haja uma construção dessa reputação a partir desse aparecimento”

Samer Agi, advogado, palestrante, escritor e influenciador digital

A palavra, na visão de Samer, é o principal instrumento disponível para essa construção. Por isso, recomendou leitura, desenvolvimento de vocabulário, estudo de oratória e aprendizado de técnicas de persuasão.

“A faculdade de Direito me formou para saber Direito, mas não para saber advogar.”

Samer Agi, advogado, palestrante, escritor e influenciador digital

Para conferir a fala completa de Samer no Evento Além do Direito, adquira a gravação completa do evento

Redação LawLetter
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Equipe editorial responsável pela apuração, produção e publicação de notícias, análises e conteúdos sobre os principais acontecimentos do Direito no Brasil.

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