FENALAW 2026
Combate à litigância abusiva não deve se confundir com ações de massa, afirma Vanessa Mateus
Presidente da AMB defende atuação conjunta da magistratura e da advocacia contra demandas sem conflito real, preservando a discussão sobre violações de direitos.
A distinção entre litigância de massa e demandas sem conflito real deve orientar o debate sobre litigância abusiva, na avaliação de Vanessa Mateus, presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). Em entrevista à Lawletter durante a FENALAW 2026, em São Paulo, ela defendeu que magistratura e advocacia atuem juntas no enfrentamento do problema.
Para Vanessa, o uso do termo litigância abusiva pode gerar confusão quando aproxima situações diferentes. A existência de muitas ações, em sua avaliação, precisa ser examinada a partir das violações de direitos que motivam essas demandas.
Volume de processos e existência de conflito
A presidente da AMB diferencia esse cenário de ações que descreve como artificiais, sem uma controvérsia efetiva a ser resolvida pelo Judiciário.
“O que a gente está falando é de litigância fake, de litigância inexistente, de litigância sem conflito”, afirmou.
Sua crítica se dirige a esse segundo grupo. Ao tratar da litigância de massa, Vanessa ressalta a necessidade de considerar os direitos envolvidos, sem equipará-la automaticamente ao abuso.
Interesse comum na integridade da Justiça
Na avaliação da magistrada, o combate às demandas artificiais também interessa aos escritórios que buscam a apreciação de causas legítimas em um sistema de justiça íntegro.
Ela relata uma aproximação entre as duas profissões nesse debate. “Então a gente tem tido um excelente diálogo com a advocacia sobre isso.”
Assista à entrevista com Vanessa Mateus na cobertura da Lawletter na FENALAW 2026.
Assista à entrevista com Vanessa Mateus no Instagram.
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