FENALAW 2026
IA pode acelerar produção de peças fraudulentas, avalia CTO da doc9
Alexandre Stumpf defende que escritórios e empresas também utilizem a tecnologia na análise de documentos em busca de indícios de fraude.
A inteligência artificial pode facilitar a produção de peças fraudulentas pela rapidez com que permite elaborar documentos, na avaliação de Alexandre Stumpf, Chief Technology Officer (CTO) da doc9. Em entrevista à Lawletter durante a Fenalaw 2026, em São Paulo, ele abordou esse risco e defendeu o uso da própria tecnologia na prevenção.
Para ilustrar o problema, Stumpf comparou a IA a uma impressora de dinheiro que acelera a emissão de notas inválidas. Segundo ele, a capacidade de tornar tarefas mais rápidas pode beneficiar tanto atividades legítimas quanto quem pretende fraudar.
O executivo destacou a facilidade de gerar peças como um dos fatores que podem favorecer esse uso indevido. Sua avaliação se concentra na capacidade da ferramenta de acelerar a produção de conteúdo.
Análise de documentos para prevenir fraudes
No segundo trecho da entrevista, Stumpf propôs que escritórios e departamentos jurídicos empreguem a IA na análise dos materiais que recebem, procurando sinais de possíveis irregularidades.
Segundo ele, quem produz uma peça fraudulenta pode deixar pistas que a tecnologia ajuda a identificar. A proposta é utilizar essa análise como parte da prevenção, com o objetivo de detectar documentos suspeitos e agir antes que uma fraude se propague.
Para Stumpf, empresas e escritórios devem incorporar a inteligência artificial ao trabalho de identificação desses indícios. Ele apresentou essa estratégia como uma forma de enfrentar o uso da tecnologia na produção de peças falsas.
Os dois cortes integram a cobertura da Lawletter na Fenalaw 2026. Assista às falas de Alexandre Stumpf sobre IA na produção e prevenção de fraudes e abaixo.
Assista à fala de Alexandre Stumpf sobre IA e peças fraudulentas.
Assista à fala de Alexandre Stumpf sobre IA na prevenção de fraudes.
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