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A 17ª Vara Federal Cível de Belo Horizonte determinou que o Senado Federal apresente os registros da sessão plenária que rejeitou a indicação de Jorge Messias ao STF. A decisão atende a pedido formulado em ação popular e concedeu prazo de 20 dias para que o material seja integrado aos autos. O documento exigido tem nome técnico: notas taquigráficas.
O que são
As notas taquigráficas são registros textuais e literais de discursos, debates e apartes feitos em tempo real. Durante sessões parlamentares ou julgamentos, profissionais especializados utilizam a taquigrafia, um sistema de escrita rápida baseado em símbolos e fonemas, para registrar as palavras exatamente na mesma velocidade em que são pronunciadas. Os símbolos, chamados de taquigramas, passam por um processo de decodificação e revisão antes de se tornarem o texto final publicado nos diários oficiais.
Por que a Justiça exige esse documento
As notas taquigráficas têm três características que as tornam relevantes como prova documental. A primeira é a fé pública: o documento produzido pelo taquígrafo tem validade legal e é considerado uma prova oficial do que ocorreu na sessão, sem alterações. A segunda é a transparência: o registro permite que qualquer cidadão ou órgão fiscalizador audite detalhadamente as discussões e os argumentos utilizados antes de uma votação. A terceira é a precisão de contexto: o trabalho humano na taquigrafia captura apartes, reações do plenário e sobreposições de vozes que gravações simples muitas vezes não registram com a mesma fidelidade.
No caso da vaga no STF, as notas taquigráficas servirão para que o juiz federal examine se o rito de rejeição da indicação seguiu os parâmetros exigidos pela Constituição Federal.
Redação Lawletter
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