TSE: relatório não encontra fake news em canal de Lula
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DIREITO ELEITORAL

Área técnica do TSE não identifica desinformação no canal Exército do Lula e aponta riscos eleitorais

Relatório foi solicitado pelo ministro Nunes Marques após impasse jurídico sobre o funcionamento do canal no WhatsApp durante o segundo turno das eleições

Por Redação Lawletter 12/10/2026 12:14
Fachada do prédio do Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília.
Créditos da foto: s2-g1.glbimg.com

A equipe técnica do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concluiu, em relatório encaminhado à presidência da Corte, que não foram localizadas publicações contendo informações falsas previamente examinadas pelo tribunal no canal “Exército do Lula”, hospedado no WhatsApp. O levantamento foi realizado por determinação do ministro Nunes Marques.

De acordo com o documento, que analisou as postagens publicadas entre 2 e 11 de outubro, a equipe não encontrou novas reproduções de conteúdos considerados ilícitos pela Justiça Eleitoral. O relatório faz uma ressalva, contudo, quanto a vídeos que não foram transcritos devido à urgência da análise. O texto aponta ainda que a reconstrução do histórico do canal foi prejudicada pelo fato de que parte das mensagens publicadas em setembro foi deletada a partir do dia 7 de outubro.

Apesar da ausência de novos conteúdos classificados como falsos, a Assessoria de Enfrentamento à Desinformação do TSE, chefiada por Frederico Alvim, alertou para os riscos estratégicos da plataforma. Entre os pontos destacados estão o alto potencial de alcance das mensagens, o volume expressivo de compartilhamentos e o caráter coordenado das ações para mobilizar seguidores e ampliar a circulação de materiais. Para os técnicos, tais fatores, aliados ao uso de linguagem polarizadora, podem potencializar a disseminação em massa de desinformação às vésperas do segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro.

O canal, coordenado pelo deputado eleito André Janones (Rede-MG), possui mais de 3 milhões de inscritos e dedica-se a distribuir materiais de campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa a Presidência da República contra Flávio Bolsonaro (PL), representante da coligação adversária. A controvérsia teve início após representação da campanha de Flávio Bolsonaro, que alegou a utilização do canal para propagação de fake news.

Neste domingo (11), o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, proferiu decisão preliminar que suspendeu a ordem anterior do ministro Nunes Marques e reabilitou o funcionamento do canal. A medida, que ainda deverá ser submetida ao plenário do TSE, veda a publicação de conteúdos falsos já analisados pela Corte, sob pena de nova suspensão.

Redação Lawletter
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Equipe editorial responsável pela apuração, produção e publicação de notícias, análises e conteúdos sobre os principais acontecimentos do Direito no Brasil.

Fonte / Créditos

Fonte: G1, "Área ténica do TSE não encontra conteúdos falsos investigados pela Corte no canal 'Exército do Lula', mas aponta riscos eleitorais", publicada em 12/10/2026.
https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/10/12/area-tenica-do-tse-nao-encontra-conteudos-falsos-investigados-pela-corte-no-canal-exercito-do-lula-mas-aponta-riscos-eleitorais.ghtml

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