Anvisa proíbe lotes de gel íntimo e antitranspirante por falsificação
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SEGURANÇA DO CONSUMIDOR

Anvisa suspende lotes irregulares de gel íntimo e antitranspirante

Agência Nacional de Vigilância Sanitária retira de circulação produtos falsificados e sem origem comprovada para proteger a saúde da população.

Por Redação Lawletter 02/10/2026 09:47
Frasco de produto de higiene em ambiente clínico com logotipo da Anvisa ao fundo.
A fiscalização da Anvisa visa impedir que produtos sem procedência cheguem às mãos dos consumidores brasileiros.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização e determinou o recolhimento imediato de produtos com indícios de falsificação e irregularidades técnicas, visando preservar a segurança dos consumidores. A decisão foi formalizada nesta sexta-feira, 02/10/2026, por meio de resoluções publicadas no Diário Oficial da União, atingindo um item de saúde íntima e um antitranspirante.

A medida, que possui caráter de proteção à saúde pública, foi adotada após a detecção de lotes sem rastreabilidade ou com características divergentes dos padrões originais de fabricação. O uso de itens sem registro ou com embalagens adulteradas representa riscos severos, uma vez que não há garantia sobre a procedência, a esterilidade ou a composição química das substâncias aplicadas ao corpo.

Quanto ao Hidrafemme Gel Hidratante Intravaginal, a Anvisa determinou a suspensão total da comercialização, distribuição e uso do lote 2 2511006. A ação foi deflagrada após a empresa responsável alertar sobre a circulação de unidades falsas no comércio eletrônico. O produto apresenta falhas graves, como números de lote inexistentes no Brasil, dimensões de embalagem fora do padrão e aplicadores incompatíveis, além de rótulos de baixa qualidade que evidenciam a fraude.

No caso do Perspirex Strong Antitranspirante Axilar, a agência ordenou a apreensão e proibição dos lotes 614323 e 614326. A investigação revelou que os itens eram vendidos por uma empresa desconhecida, que utilizava indevidamente os dados de cadastro de outro fabricante. A companhia original negou qualquer vínculo com a produção, configurando risco sanitário por ausência de procedência legal.

A orientação da Anvisa para os usuários, conforme destacada no canal de WhatsApp do Metrópoles Saúde e CiênciaTambém, é de extrema cautela na compra de produtos via internet. Consumidores devem verificar a integridade da embalagem e desconfiar de ofertas incompatíveis com o mercado ou de procedência duvidosa.

Redação Lawletter
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Equipe editorial responsável pela apuração, produção e publicação de notícias, análises e conteúdos sobre os principais acontecimentos do Direito no Brasil.

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