Mercado responde na Justiça por suspeita de assédio
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DIREITO ELEITORAL

Mercado processado por exigir uso de camisas da seleção recusa acordo com MPT-MG

Estabelecimento teria obrigado funcionários a trocar uniformes por peças relacionadas a candidato; Justiça do Trabalho determinou interrupção da conduta sob pena de descumprimento

Por Redação Lawletter 21/10/2026 12:15
Campanha contra assédio eleitoral
Créditos da foto: s2-g1.glbimg.com

Um mercado localizado em Capinópolis, no Triângulo Mineiro, recusou uma proposta de acordo apresentada pelo Ministério Público do Trabalho de Minas Gerais (MPT-MG) para cessar práticas que interferiam na liberdade política de seus colaboradores. A denúncia, registrada em 3 de outubro, aponta que o estabelecimento obrigou funcionários a substituírem seus uniformes habituais por camisas da seleção brasileira, comportamento que teria ocorrido na véspera do primeiro turno das eleições de 2026.

Equipes da Polícia Militar (PM) e do Ministério Público Eleitoral compareceram ao local na data da denúncia e confirmaram o relato, segundo informações do MPT. Diante da recusa da empresa em formalizar um ajuste, o MPT-MG ajuizou uma ação civil pública na Justiça do Trabalho. A procuradora do Trabalho, Amanda Fanini Gomes Alcântara, reiterou que o empregador não detém autoridade para utilizar o poder de direção com o objetivo de influenciar escolhas políticas ou constranger trabalhadores.

Em decisão liminar, a Justiça do Trabalho determinou que o mercado se abstenha de promover manifestações político-partidárias no ambiente laboral e de exigir o uso de roupas ou adereços que remetam a candidatos, partidos ou posições políticas. A decisão também veda a divulgação de conteúdo eleitoral em comunicados internos e ordena que a empresa publique uma nota reforçando o respeito à liberdade de consciência e ao voto secreto.

O Poder Judiciário ressaltou que a caracterização do assédio eleitoral não depende necessariamente de ameaças ou coações explícitas, podendo configurar-se mediante influências veladas ou indiretas. O processo segue em tramitação na Justiça do Trabalho, onde o MPT-MG pleiteia, além das medidas preventivas, o pagamento de uma indenização por danos morais coletivos fixada no valor de R$ 150 mil. O pedido indenizatório ainda aguarda julgamento.

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Equipe editorial responsável pela apuração, produção e publicação de notícias, análises e conteúdos sobre os principais acontecimentos do Direito no Brasil.

Fonte / Créditos

Fonte: G1, "Mercado denunciado por obrigar funcionários a usar camisa da seleção recusou acordo e evitar interferências no período eleitoral", publicada em 21/10/2026.
https://g1.globo.com/mg/triangulo-mineiro/eleicoes/2026/noticia/2026/10/21/mercado-denunciado-por-obrigar-funcionarios-a-usar-camisa-da-selecao-recusou-acordo-e-evitar-interferencias-no-periodo-eleitoral.ghtml

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