DIREITO ELEITORAL
Mercado processado por exigir uso de camisas da seleção recusa acordo com MPT-MG
Estabelecimento teria obrigado funcionários a trocar uniformes por peças relacionadas a candidato; Justiça do Trabalho determinou interrupção da conduta sob pena de descumprimento
Um mercado localizado em Capinópolis, no Triângulo Mineiro, recusou uma proposta de acordo apresentada pelo Ministério Público do Trabalho de Minas Gerais (MPT-MG) para cessar práticas que interferiam na liberdade política de seus colaboradores. A denúncia, registrada em 3 de outubro, aponta que o estabelecimento obrigou funcionários a substituírem seus uniformes habituais por camisas da seleção brasileira, comportamento que teria ocorrido na véspera do primeiro turno das eleições de 2026.
Equipes da Polícia Militar (PM) e do Ministério Público Eleitoral compareceram ao local na data da denúncia e confirmaram o relato, segundo informações do MPT. Diante da recusa da empresa em formalizar um ajuste, o MPT-MG ajuizou uma ação civil pública na Justiça do Trabalho. A procuradora do Trabalho, Amanda Fanini Gomes Alcântara, reiterou que o empregador não detém autoridade para utilizar o poder de direção com o objetivo de influenciar escolhas políticas ou constranger trabalhadores.
Em decisão liminar, a Justiça do Trabalho determinou que o mercado se abstenha de promover manifestações político-partidárias no ambiente laboral e de exigir o uso de roupas ou adereços que remetam a candidatos, partidos ou posições políticas. A decisão também veda a divulgação de conteúdo eleitoral em comunicados internos e ordena que a empresa publique uma nota reforçando o respeito à liberdade de consciência e ao voto secreto.
O Poder Judiciário ressaltou que a caracterização do assédio eleitoral não depende necessariamente de ameaças ou coações explícitas, podendo configurar-se mediante influências veladas ou indiretas. O processo segue em tramitação na Justiça do Trabalho, onde o MPT-MG pleiteia, além das medidas preventivas, o pagamento de uma indenização por danos morais coletivos fixada no valor de R$ 150 mil. O pedido indenizatório ainda aguarda julgamento.
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Fonte / Créditos
Fonte: G1, "Mercado denunciado por obrigar funcionários a usar camisa da seleção recusou acordo e evitar interferências no período eleitoral", publicada em 21/10/2026.
https://g1.globo.com/mg/triangulo-mineiro/eleicoes/2026/noticia/2026/10/21/mercado-denunciado-por-obrigar-funcionarios-a-usar-camisa-da-selecao-recusou-acordo-e-evitar-interferencias-no-periodo-eleitoral.ghtml
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