Justiça decreta prisão de influenciadora ligada à máfia
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Justiça decreta prisão de influenciadora ligada a esquema de tráfico da 'Ndrangheta

Investigada por suspeita de liderar quadrilha de tráfico internacional, Paula Simões teria utilizado aplicativo criptografado para coordenar carregamentos de cocaína e movimentações financeiras.

Por Redação Lawletter 12/10/2026 12:08
Foto da influenciadora digital Paula Simões
Créditos da foto: s2-g1.glbimg.com

A Justiça Federal decretou a prisão preventiva da influenciadora digital Paula Simões da Cruz, também conhecida como Paula Simões Assisi, por suspeita de envolvimento em um esquema de tráfico internacional de cocaína ligado à 'Ndrangheta, máfia italiana. A medida faz parte da Operação Eredità, que investiga a estrutura da organização criminosa no Brasil.

Segundo a investigação da Polícia Federal, Paula teria assumido funções de liderança no grupo após a prisão de seu marido, Patrick Assisi, e de seu sogro, Nicola Assisi, ocorrida em julho de 2019, em Praia Grande, litoral de São Paulo. A suspeita é de que, após a detenção dos familiares, a influenciadora tenha passado a coordenar atividades de tráfico para o exterior.

As autoridades apontam que a investigada utilizava o codinome 'Chanel' no SkyECC, aplicativo de mensagens criptografadas, para negociar com fornecedores e gerenciar o fluxo de entorpecentes. Documentos analisados indicam que Paula teria administrado cerca de 2,2 toneladas de cocaína que permaneceram sob controle do grupo mesmo após a prisão dos parentes, mantendo a aquisição de novos carregamentos posteriormente.

Além do mandado de prisão, a decisão judicial determinou medidas patrimoniais contra os envolvidos, incluindo o sequestro de imóveis e o bloqueio de contas bancárias, bens móveis e aplicações financeiras. A operação também alcançou Patrick Raasch Cardoso, advogado de Santos, apontado pela Polícia Federal como intermediário em contatos com traficantes internacionais e participante direto na coordenação de remessas de drogas.

Em meio às apurações, registros em redes sociais da influenciadora, que conta com 29,5 mil seguidores, tornaram-se públicos. Em uma das postagens, Paula escreveu: "Se as pessoas soubessem que tenho coragem de botar fogo nelas não arriscavam tanto...". Não há, contudo, elementos que vinculem a publicação aos crimes investigados ou que identifiquem destinatários específicos para a declaração.

As acusações da Polícia Federal seguem em fase de apuração judicial. A prisão preventiva constitui medida cautelar, não implicando, nesta fase processual, em condenação definitiva dos envolvidos.

Redação Lawletter
Redação Lawletter

Equipe editorial responsável pela apuração, produção e publicação de notícias, análises e conteúdos sobre os principais acontecimentos do Direito no Brasil.

Fonte / Créditos

Fonte: G1, "Influencer presa por suspeita de ligação com máfia italiana fez post sobre 'botar fogo' em pessoas", publicada em 12/10/2026.
https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2026/10/12/paula-simoes-influenciadora-presa-ndrangheta-mafia-italiana.ghtml

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