DIREITO PENAL
Justiça Federal condena cinco réus por desvios milionários no Banco do Brasil e Caixa
Esquema envolvia a Embraforte e movimentou mais de R$ 31,6 milhões entre 2012 e 2015 em Minas
A 3ª Vara Federal Criminal de Belo Horizonte condenou cinco pessoas ligadas à empresa Embraforte Segurança e Transporte de Valores Ltda. pelo desvio de mais de R$ 31,6 milhões do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal. A decisão, divulgada pelo Tribunal Regional Federal (TRF), aponta que as fraudes ocorreram entre 2012 e 2015 durante o abastecimento de caixas eletrônicos.
Conforme a sentença, o esquema consistia na inserção de valores inferiores aos declarados nos registros e guias da empresa. A quantia subtraída era direcionada a contas de pessoas e organizações vinculadas ao grupo, sendo posteriormente ocultada por meio de depósitos em espécie e aquisição de bens, configurando lavagem de dinheiro.
O principal gestor da Embraforte, apontado pela Justiça como líder da organização, recebeu a pena de 28 anos, sete meses e 25 dias de prisão em regime fechado, além de 816 dias-multa, pelos crimes de peculato continuado, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Dois de seus filhos, que também participavam da gestão da companhia, foram condenados a 25 anos, um mês e dez dias de reclusão cada, sob as mesmas tipificações penais.
O gerente de base da empresa foi sentenciado a 15 anos, três meses e 20 dias de prisão em regime fechado, por executar e repassar as ordens da direção. Já o supervisor de tesouraria, responsável pela falsificação de guias flutuantes, recebeu pena de oito anos, três meses e 25 dias em regime inicial semiaberto por peculato continuado e organização criminosa.
A magistratura determinou o perdimento dos bens apreendidos, cujos valores deverão ser revertidos para o ressarcimento das instituições financeiras lesadas. Três sócios foram absolvidos de crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa por falta de provas, enquanto outros cinco réus foram absolvidos de acusações de lavagem relacionadas às empresas RRJ Comércio e Representações Ltda., Cologne Holding do Brasil Ltda. e Reta Rápido Ltda. por insuficiência probatória.
Os condenados poderão recorrer da decisão judicial em liberdade.
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Fonte / Créditos
Fonte: TRF6, "MG: Réus pegam até 28 anos por desvio no BB e na Caixa - Estado de Minas", publicada em 23/10/2026.
https://www.em.com.br/gerais/2026/10/7526035-mg-reus-pegam-ate-28-anos-por-desvio-no-bb-e-na-caixa.html
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