Créditos da imagem: Lawletter
Por dois dias, o Pier Mauá, no Rio de Janeiro, virou o ponto de encontro de quem tenta enxergar o que vem depois da advocacia que conhecemos. O AB2L Lawtech Experience 2026, em sua quinta edição, fechou as portas na quinta-feira (14) consolidando-se como espaço onde lideranças jurídicas, lawtechs e operadores do direito discutem, fora do plano abstrato, o que já está acontecendo na prática.
Por que o evento existe
A lógica do encontro foi resumida por Daniel Marques, presidente da AB2L, em conversa com a Lawletter durante o evento. Para ele, o AB2LEX entrega duas coisas que costumam escassear na rotina do jurídico tradicional: companhia e método.
Em primeiro lugar, a conexão com pessoas que pensam igual, pessoas que pensam como liderar o futuro do direito. Muitas vezes, quando a pessoa quer fazer algo diferente na justiça, no direito, se sente sozinho. E aqui estão justamente os líderes que estão moldando o futuro da sociedade e da justiça. Então você não se sente sozinho. Em segundo lugar, na AB2L, a gente traz os principais temas relacionados à inovação, tecnologia, gestão, cultura, com a apresentação de cases concretos, o que está funcionando nos escritórios, nos departamentos, e se conectar diretamente com essas lideranças.
Daniel Marques · presidente da AB2L · AB2LEX 2026
O recado dialoga com o perfil do público. O AB2LEX reúne sócios de grandes bancas, líderes de departamentos jurídicos, fundadores de lawtechs, juízes e gestores que, na maior parte do tempo, ocupam posições isoladas dentro das próprias estruturas. O congresso oferece o oposto: uma sala cheia de gente que está no mesmo movimento.
O painel do Machado Meyer e a virada de chave
Se a abertura do evento, na quarta-feira (13), foi dominada pela tese da automação como vetor de produtividade, a quinta-feira trouxe o contraponto necessário. Às 14h, o palco recebeu o painel “A Inteligência do Jurídico: Tecnologia não transforma, decisões sim”, apresentado por Sávio Andrade, sócio do Machado Meyer e head de Inovação e Legaltech do escritório.
Discutimos sobre a importância de tomar decisões ancoradas em todo esse acervo que a tecnologia está trazendo para o jurídico, sobre a mudança do papel do advogado nas organizações. Por conta dessa avalanche da IA e da tecnologia existe a necessidade de desenvolvimento de uma série de novas competências nos advogados, porque está mudando muito o papel do jurídico e a forma como o jurídico informa as decisões das empresas, tornando essa área muito mais estratégica.
Sávio Andrade · sócio do Machado Meyer · AB2LEX 2026
Andrade lidera a Célula de Inovação do Machado Meyer (CIMM) e é secretário-geral do Comitê de Inovação e Tecnologia da OAB São Paulo. O escritório atua como mantenedor da AB2L, o que reforça a aposta institucional do Machado Meyer em inovação jurídica e adoção de IA no Brasil.
O fio que costura os dois dias
Da abertura ao encerramento, o AB2LEX 2026 caminhou em torno de uma mesma pergunta: quem decide o que o jurídico vai virar. As respostas variaram conforme o palco, mas a posição da advocacia como área estratégica, e não mais operacional, atravessou praticamente todos os painéis.
A Lawletter acompanhou as duas jornadas in loco. Siga @law.letter para conferir a cobertura completa em vídeo, com os stands visitados, as falas que ficaram e o que cada lawtech está colocando no mercado.
Redação Lawletter