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A Polícia Federal rejeitou a proposta de colaboração premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do extinto Banco Master, comunicando a decisão ao ministro André Mendonça, relator do caso no STF. Segundo fontes que acompanham as negociações, a recusa se deu porque os investigadores entenderam que Vorcaro não apresentou informações além do que a corporação já possui.
O que acontece agora
A rejeição pela PF não encerra as negociações. A Procuradoria-Geral da República, titular da ação penal, tem prerrogativa para conduzir as tratativas de forma independente e seguir com a colaboração mesmo diante da recusa da polícia. Em reunião com a defesa de Vorcaro na tarde de quarta-feira (20), a PGR sinalizou interesse em prosseguir.
Procuradores seguem analisando os anexos entregues pela defesa. Caso a PGR também rejeite a proposta, a tendência é o encerramento definitivo das negociações.
Os pontos em disputa
Três questões centrais norteiam as negociações: o valor a ser ressarcido por Vorcaro, estimado em torno de R$ 50 bilhões; a extensão do cumprimento da pena, com o ex-banqueiro pedindo regime domiciliar ao menos até o julgamento; e o alcance político da colaboração.
O caso
Vorcaro foi preso pela segunda vez em 4 de março, em nova fase da Operação Compliance Zero, que apura emissão de títulos de crédito falsos por instituições do Sistema Financeiro Nacional. Os crimes investigados incluem gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa. Além dele, o pai, Henrique Vorcaro, e o cunhado, Fabiano Zettel, também permanecem presos.
Fonte: CNN