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O ex-ministro e ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso afirmou, em entrevista exclusiva à Lawletter no XIV Fórum de Lisboa, que a inteligência artificial não vai substituir juízes nem advogados, mas tende a se tornar uma ferramenta auxiliar incontornável no trabalho jurídico. Para ele, a capacitação para usar a tecnologia deixou de ser opcional para os dois lados da relação processual.
Barroso ponderou que o uso da IA rende mais quando o profissional já domina o assunto e sabe direcionar a ferramenta. Ao mesmo tempo, sustentou que juízes e advogados continuam imprescindíveis, porque a tecnologia não ocupa o lugar do julgamento humano, ainda que supere o profissional na capacidade de armazenar jurisprudência e doutrina.
A gente não pode temer as novas tecnologias, mas também tem que ter certeza de que elas sejam direcionadas para o bem e para servir à causa da humanidade.
Ex-ministro e ex-presidente do STF · XIV Fórum de Lisboa
O ex-ministro associou esse posicionamento ao seu novo papel fora da magistratura. Ele integra o conselho da Enter, ao lado de Luciano Huck e Ronaldo Lemos, e disse ter aceitado o convite justamente para reforçar a ideia de uma inteligência artificial a serviço da humanidade, em que o advogado e o juiz seguem sendo peças centrais. Na leitura dele, o avanço tecnológico convive com a defesa da indispensabilidade das duas funções.
Redação Lawletter | cobertura in loco, Oeiras (Portugal)