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Co-fundador da Lawletter sobe ao palco principal do AB2L Lawtech Experience 2026

Felipe Cavalcante, cofundador da Lawletter, subiu ao palco principal do AB2L Lawtech Experience 2026 no Rio de Janeiro, em um segundo dia marcado por debates sobre adoção prática de IA e formação de novas lideranças.

Créditos da imagem: Lawletter

O AB2L Lawtech Experience 2026 chegou ao seu segundo dia nesta quinta-feira (14), no Pier Mauá, no Rio de Janeiro, com Felipe Cavalcante, cofundador da Lawletter, no palco principal do maior congresso de inovação jurídica do mundo. Diante do público do evento que reúne mais de 8.000 participantes, 1.300 departamentos jurídicos e escritórios e mais de 300 palestrantes, Felipe falou sobre a cultura de inovação que sustenta a Lawletter, as escolhas que definiram a trajetória da empresa e o que significa construir um veículo jurídico digital no Brasil.

A presença reforça o lugar que a Lawletter ocupa no ecossistema de inovação jurídica brasileiro. Com mais de 100 mil assinantes da newsletter diária, mais de 11 milhões de visualizações mensais nos canais digitais e produção contínua de podcast, portal e conteúdo em vídeo, o veículo levou para o palco da AB2L uma discussão sobre o que diferencia uma operação editorial nativamente digital no setor jurídico, historicamente marcado por publicações tradicionais.

Estar no palco principal do AB2L é um marco para a Lawletter. E é também um reflexo de quem acompanha a gente todos os dias, você que lê a newsletter, ouve o podcast e assiste aos vídeos.


Felipe Cavalcante

Cofundador da Lawletter

Se a inteligência artificial dominou os palcos do primeiro dia, o segundo trouxe um recorte mais aplicado: a adoção prática de IA pelos escritórios, a formação de novas lideranças no Direito e o estado atual do ecossistema brasileiro de legal tech.

Em conversa com a Lawletter no evento, Fernando Gomes Xavier, fundador da FGX Consultoria, defendeu uma tese contrária ao movimento mais comum entre os escritórios. Segundo ele, o primeiro passo para adotar IA não está na escolha da ferramenta, mas na revisão dos próprios processos. “A ferramenta muda toda semana. Se você ficar pensando qual é a melhor ferramenta, você vai ficar maluco”, afirmou. Xavier deu um exemplo concreto: a área de pré-cadastro de processos judiciais, hoje comum em escritórios de contencioso, pode ser inteiramente automatizada por IA. “Essa área deixa de existir no ciclo de IA”, disse. Para ele, tentar encaixar IA nos fluxos antigos sem repensar a operação é um caminho para o desperdício de recursos.

Victor Cabral, sócio de Transformação Digital e Legal Ops da FGX, trouxe um recorte complementar. Para ele, o ponto de virada na carreira do advogado é o momento da promoção à sociedade, quando uma série de responsabilidades novas se apresenta e a maioria dos profissionais não foi preparada para enfrentá-las. “A partir do momento que ele se torna sócio de um escritório ou dono do próprio escritório, é quando de fato ele vai ser o responsável por gerir aquilo como um negócio”, afirmou. Habilidades de gestão de pessoas, gestão de projetos e visão estratégica passam a ser tão exigidas quanto o domínio técnico do Direito.

Daniel Marques, presidente da AB2L, foi questionado pela Lawletter sobre o principal ganho de quem participa do evento. Para ele, são dois elementos centrais.

Quando a pessoa quer fazer algo diferente na justiça, no direito, se sente sozinho. E aqui estão justamente os líderes que estão moldando o futuro da sociedade e da justiça. Então você não se sente sozinho.


Daniel Marques

Presidente da AB2L

O segundo elemento apontado por Marques é o conteúdo aplicado. O AB2L reúne os principais temas de inovação, tecnologia, gestão e cultura com a apresentação de casos concretos do que está funcionando e do que não está em escritórios e departamentos jurídicos, com acesso direto às lideranças que protagonizam essas histórias.

A área de exposição reuniu mais de 100 lawtechs, com soluções que vão de plataformas de gestão completas a produtos especializados em automação documental, comunicação processual e financeiro jurídico. A Lawletter passou por stands estratégicos e conversou com fundadores e equipes técnicas ao longo dos dois dias.

A Preâmbulo Tech, pioneira do setor no Brasil desde 1988, apresentou seu ecossistema voltado a escritórios de advocacia. O grupo concentra mais de 25 soluções, com destaque para o CPJ-3C, eleito três vezes consecutivas o software jurídico mais utilizado do país, o Office.ADV (gestão documental e comunicação interna), o CPJ-Cobrança (automação de recuperação de crédito) e o Preâmbulo Bank, conta digital com integração nativa aos sistemas. Recentemente, a empresa incorporou a Preâmbulo Legium, conjunto de assistentes de inteligência artificial conectados diretamente aos sistemas de gestão.

A Aurum, responsável pelo Astrea, mostrou as funcionalidades mais recentes da plataforma voltada a advogados autônomos e escritórios de pequeno e médio porte. Entre os destaques, a IA de comunicação com o cliente, que traduz automaticamente os andamentos processuais para linguagem acessível e envia o resumo por e-mail ou WhatsApp, eliminando a necessidade de o advogado explicar manualmente cada atualização. A empresa também opera o Themis, voltado para escritórios de maior porte, compondo um ecossistema de soluções para diferentes perfis de atuação.

A cobertura completa da Lawletter sobre o AB2L Lawtech Experience 2026 segue disponível no Instagram do veículo. Siga @law.letter para acompanhar. Assine gratuitamente a newsletter e ouça o podcast pelo link na bio.


Redação Lawletter

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