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Operação rastreia criptoativos e prende investigado por abuso sexual infantil no ambiente digital

Operação Dark Chain usa inteligência cibernética e rastreio de criptoativos para prender investigado por armazenar material de abuso infantil no RJ.

Créditos da imagem: Divulgação/MJSP

A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ), com apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), deflagrou nesta segunda-feira (8/6) a Operação Dark Chain, que terminou com a prisão em flagrante de um homem investigado por armazenar conteúdo de abuso sexual infantojuvenil. O caso ilustra como a apuração desse tipo de crime migrou para o terreno digital, com uso de inteligência cibernética e rastreamento de ativos virtuais.

A investigação buscou identificar e responsabilizar pessoas envolvidas na aquisição, no armazenamento e no compartilhamento de conteúdos ilícitos envolvendo crianças e adolescentes em ambientes digitais. Segundo o Ministério da Justiça, as equipes encontraram indícios do uso de recursos tecnológicos avançados para acessar e disseminar esse material tanto na internet aberta quanto em áreas de acesso restrito da rede.

O rastreamento de criptoativos

O ponto que diferencia a operação no plano técnico foi a análise de movimentações financeiras feitas por meio de criptoativos. O acompanhamento desses fluxos permitiu aprofundar a apuração e reunir evidências para a responsabilização do investigado, num movimento que vem se tornando central no enfrentamento a crimes digitais, já que a suposta opacidade das criptomoedas convive com a rastreabilidade do registro em rede, explorada pelas autoridades.

A prisão e o enquadramento legal

Durante a prisão, no bairro de Jacarepaguá, foram recolhidos dispositivos eletrônicos do investigado. Em análise preliminar, os policiais localizaram centenas de arquivos com registros de abuso sexual infantojuvenil, o que configurou o flagrante. O homem foi preso pela prática do crime do artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que tipifica adquirir, possuir ou armazenar material com cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente.

A operação, segundo o Ministério da Justiça, reforça a importância da integração entre as polícias judiciárias e os órgãos de inteligência e investigação cibernética no enfrentamento a crimes praticados contra crianças e adolescentes na internet, com capacidade de identificar autores, rastrear ativos digitais e produzir conhecimento técnico voltado à proteção de grupos vulneráveis. As investigações prosseguem para apurar eventuais conexões com outros envolvidos.

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