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A Polícia Civil do Pará concluiu o inquérito sobre um acidente de trânsito ocorrido em maio de 2025, em Bragança, no nordeste do estado, e indiciou o condutor de um dos veículos por lesão corporal culposa na direção de veículo automotor, crime previsto no artigo 303 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
Segundo a apuração, os dois veículos colidiram frontalmente em uma curva, em uma via da região, quando uma família retornava de um passeio à praia. Conforme os depoimentos colhidos, o carro em que estava a família trafegava em seu sentido quando foi atingido por um veículo que vinha em sentido contrário. No automóvel atingido estavam cinco pessoas, entre elas um adolescente, e todas ficaram feridas.
A dinâmica registrada nos autos
Os relatos reunidos no inquérito apontam que a colisão ocorreu logo após uma curva, em um trecho com a pista em más condições. Testemunhas e ocupantes descreveram o impacto frontal e a gravidade das lesões. Após a batida, populares que passavam pelo local prestaram os primeiros socorros e ajudaram a retirar as vítimas dos veículos, antes da chegada das equipes de emergência. Dois ocupantes do carro atingido, o pai e um dos filhos, foram transferidos em estado grave para hospitais em Belém, com fraturas e outras lesões. Os laudos periciais reconheceram o nexo de causalidade entre as lesões apresentadas pelas vítimas e o acidente.
A conclusão da autoridade policial
No relatório final, o delegado responsável entendeu que as provas colhidas, sobretudo os depoimentos de vítimas e testemunhas, indicam que o condutor agiu de forma imprudente, ao trafegar em velocidade possivelmente incompatível com as condições da via, o que teria resultado na colisão e nas lesões aos ocupantes do outro veículo.
O condutor, ouvido com acompanhamento de advogada, apresentou versão diferente. Afirmou que dirigia com cautela em razão das más condições da pista e que reduziu a velocidade antes da curva. Relatou ainda que permaneceu no local após o acidente, acionou o serviço de emergência e ajudou a retirar as vítimas do veículo. Mesmo assim, ao fim da investigação, a autoridade policial reuniu os elementos que considerou de autoria e materialidade e optou pelo indiciamento.
Próximos passos
O inquérito foi remetido ao Poder Judiciário e ao Ministério Público. O indiciamento é uma conclusão da fase policial e não representa condenação: trata-se da etapa em que a polícia aponta quem considera responsável pela conduta investigada, cabendo ao Ministério Público decidir sobre o oferecimento de denúncia. Até que haja eventual ação penal e julgamento, o indiciado responde sob a presunção de inocência, assegurados o contraditório e a ampla defesa.
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