Um novo concurso do Banco Central (Bacen) foi solicitado, com pedido de 560 vagas para os cargos de Analista (410), Técnico (110) e Procurador (40). A autorização, porém, deve sair de forma fracionada. Segundo informações apuradas junto a fontes ligadas ao Banco Central e ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), o aval esperado para o início de julho tende a contemplar apenas parte dessa demanda.
O quantitativo ainda não foi oficialmente confirmado, mas a expectativa é de que a autorização inicial seja para 140 oportunidades, sendo 120 para Analista e 20 para Procurador. A publicação do aval é aguardada como o próximo passo do certame.
O peso do concurso anterior
A liberação esbarra em uma condição. Segundo a ministra Esther Dweck, do MGI, o aval só pode ser concedido após a convocação dos aprovados no certame anterior e o fim de sua validade. O último concurso do Bacen ofertou 100 vagas nas áreas de Tecnologia da Informação e de Economia e Finanças, com salário de R$ 20.924,80 e 38.420 inscritos. Já foi publicada a nomeação de 176 excedentes, dentro do limite de até 200 autorizado pelo Decreto nº 9.739/2019.
AGU: carreiras jurídicas federais em movimento
Em paralelo, a Advocacia-Geral da União (AGU) avançou na tramitação de seu próximo concurso. O pedido recebeu parecer favorável do MGI e aguarda análise da Secretaria de Orçamento Federal (SOF), etapa que afere o impacto orçamentário antes da autorização. A previsão é de um certame unificado, com escolha da carreira já na inscrição, reunindo Advogado da União, Procurador da Fazenda Nacional, Procurador Federal e Procurador do Banco Central, em torno de 170 vagas no total.
O avanço é formal e ainda não substitui o edital. O ponto sensível é o prazo: publicada a autorização no Diário Oficial, o órgão tem seis meses para lançar o edital. O governo trabalha com o horizonte de 3 de julho para divulgar um bloco de autorizações federais, e um aval ainda em junho ou julho aponta para edital em 2026.
A leitura para quem vai disputar
Para o candidato, esse tipo de ato funciona como sinal de antecipação. Em concursos de alto nível, começar a estudar só depois do edital costuma ser pouco, porque a janela entre edital e prova tende a ser curta. A última seleção jurídica da AGU teve editais em 2022 e provas em 2023, e a banca do novo certame ainda não foi definida.
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